Manifestantes e agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) entraram em confronto nesta sexta-feira (19) em frente a um centro de detenção em Broadview, no subúrbio de Chicago. O episódio ocorreu durante um protesto contra a operação federal Midway Blitz, em andamento na cidade desde 8 de setembro.
Imagens registradas pela imprensa local mostram prisões de participantes e o momento em que uma mulher foi agredida por um agente. O vídeo, divulgado pela afiliada da Fox News, foi compartilhado pelo próprio governo Trump nas redes sociais. O Departamento de Segurança Interna (DHS) acusou os manifestantes de estarem “se aliando a cartéis cruéis, traficantes de pessoas e criminosos violentos”.
Para liberar a entrada do centro de detenção, agentes do ICE usaram bombas de efeito moral contra o grupo que bloqueava o acesso.
O chefe interino das Operações de Fiscalização e Remoção do ICE, Marcos Charles, afirmou que mais de 400 pessoas já foram presas nas duas primeiras semanas da operação. Apoiadores de Trump elogiaram a iniciativa, vista como parte da promessa de deportações em massa, enquanto críticos denunciaram excesso de força, prisões arbitrárias e intimidação contra comunidades imigrantes.
O episódio ocorre uma semana após a morte de um imigrante indocumentado na mesma região. Silverio Villegas-Gonzalez foi baleado após atropelar um agente ao tentar fugir de uma blitz. O policial, que ficou ferido, disparou alegando legítima defesa. O caso gerou novos protestos em Chicago.
Nos últimos dias, Trump intensificou a retórica contra cidades lideradas por democratas e ameaçou enviar tropas da Guarda Nacional para reforçar a segurança. Até agora, a medida não foi adotada em Chicago, mas já foi autorizada em Memphis, no Tennessee.
A deputada estadual Lilian Jimenez criticou as operações, afirmando que “colocam toda a comunidade em risco” e que a morte do imigrante mostra “circunstâncias terríveis e extremas” que motivam a oposição às ações do ICE.
