Os Estados Unidos consideram a condenação da bailarina russo-americana Ksenia Karelina a 12 anos de prisão na Rússia como “vingativa” e uma prova de que não há “nenhum sistema real de justiça” em Moscou, afirmou uma autoridade americana.
“Acho que a maneira como descreveríamos essa sentença de 12 anos é crueldade vingativa”, disse John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca. “Estamos falando de 50 dólares para tentar aliviar o sofrimento das pessoas e chamar isso de traição é absolutamente ridículo.”
Kirby também destacou que os EUA continuarão a buscar acesso consular a Ksenia Karelina. “A sentença só prova ainda mais que não há nenhum sistema real de justiça vindo de Moscou. Então, continuaremos a buscar acesso consular a ela, é claro, e continuaremos como temos tentado trabalhar para sua libertação”, disse ele.
Karelina foi detida na cidade russa de Yekaterinburg no início deste ano enquanto visitava seus avós. A acusação contra ela surgiu após fazer uma doação de pouco mais de US$ 50 para uma instituição de caridade sediada nos EUA que apoia a Ucrânia. As autoridades russas consideraram a doação como um ato de traição.
A prisão de Karelina gerou indignação internacional, com várias organizações de direitos humanos e governos estrangeiros condenando a sentença como desproporcional e politicamente motivada. A comunidade artística também se mobilizou em apoio a Karelina, com muitos colegas e admiradores expressando solidariedade e exigindo sua libertação.
Os EUA reafirmaram seu compromisso em defender os direitos dos cidadãos americanos no exterior e continuarão pressionando pela libertação de Karelina.
