12 de maio de 2025 – Washington — O Departamento de Estado dos Estados Unidos elevou nesta segunda-feira (12) o nível de alerta de viagem para a Venezuela, classificando o país sul-americano como destino de “perigo extremo”. Em comunicado oficial, o governo americano recomendou que seus cidadãos evitem qualquer deslocamento para a Venezuela e pediu que todos os americanos e residentes permanentes legais deixem imediatamente o território venezuelano.
A elevação do alerta, segundo Washington, é motivada por uma série de riscos, incluindo o que descreve como “alto risco de detenção injusta, tortura em detenção, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária das leis locais, criminalidade, agitação civil e infraestrutura de saúde precária”.
A decisão do governo do presidente Donald Trump ocorre dias após uma operação internacional que resultou no resgate de opositores venezuelanos asilados na embaixada da Argentina em Caracas. Os indivíduos, que estavam abrigados na missão diplomática há cerca de um ano, foram transferidos para território americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou nas redes sociais que a ação foi “bem-sucedida” e agradeceu aos envolvidos, descrevendo os asilados como “heróis venezuelanos”.
Em resposta, o governo de Nicolás Maduro alegou que a saída dos opositores havia sido negociada previamente com os governos envolvidos. A versão foi rejeitada por Rubio, que descreveu a operação como uma ação coordenada e precisa dos EUA e seus parceiros.
O Departamento de Estado também destacou a atuação de grupos terroristas em regiões de fronteira da Venezuela com a Colômbia, o Brasil e a Guiana como fator adicional de preocupação. O governo americano já havia retirado todo o seu corpo diplomático de Caracas em 2019, suspendendo operações na embaixada por tempo indeterminado devido ao agravamento da repressão política no país.
A Venezuela, sob o governo de Maduro, enfrenta uma crise prolongada marcada por instabilidade política, dificuldades econômicas severas e denúncias de violações de direitos humanos. Organizações internacionais e entidades de direitos civis relatam casos recorrentes de prisões arbitrárias, perseguição a opositores e restrições à liberdade de imprensa.
A elevação do alerta de viagem ocorre em um momento de tensões renovadas entre Caracas e Washington, e reforça o posicionamento crítico da administração Trump em relação ao regime chavista. Até o momento, o governo venezuelano não comentou oficialmente sobre o novo alerta emitido pelos Estados Unidos.
