Ronald Lee Syvrud, de 66 anos, já enfrentava mandados de prisão por dirigir embriagado e por crime de atropelamento.
Um homem do Arizona foi preso nesta quinta-feira (22) por ameaçar matar o ex-presidente Donald Trump, um mês após o republicano ter sido alvo de uma tentativa de assassinato durante um comício na Pensilvânia. Ronald Lee Syvrud, de 66 anos, fez as ameaças nas redes sociais nas últimas duas semanas, segundo autoridades.
Syvrud, residente do condado de Cochise, já tinha vários mandados de prisão tanto em Wisconsin quanto no Arizona, incluindo acusações de dirigir embriagado e por um crime de atropelamento seguido de fuga. De acordo com o comunicado das autoridades de segurança do condado, Syvrud foi detido “sem maiores incidentes”. No mesmo dia, Trump esteve na região para visitar a fronteira com o México, onde tentou culpar sua rival, a vice-presidente Kamala Harris, pela entrada de imigrantes ilegais no país.
A prisão de Syvrud ocorre em meio a um aumento nas ameaças contra figuras públicas nos Estados Unidos. No início deste mês, Frank Lucio Carillo, de 66 anos, foi detido na Virgínia após ameaçar repetidamente a vice-presidente Kamala Harris em uma rede social. As ameaças, que incluíam promessas de violência extrema contra Harris e sua família, foram descobertas pelo FBI, que encontrou quase 20 mensagens ameaçadoras ligadas a Carillo. Ele agora enfrenta uma pena máxima de até cinco anos de prisão.
As ameaças contra funcionários públicos nos EUA têm aumentado dramaticamente nos últimos anos. No ano passado, mais de 450 juízes federais foram alvo de ameaças, representando um aumento de aproximadamente 150% desde 2019. A polícia do Capitólio dos EUA investigou mais de 8 mil ameaças a membros do Congresso, um aumento de mais de 50% desde 2018.
Especialistas apontam que as redes sociais, que amplificam a indignação, têm desempenhado um papel crucial nesse cenário, transformando até mesmo funcionários públicos pouco conhecidos em alvos de ameaças violentas. Rachel Kleinfeld, pesquisadora sênior da organização Carnegie Endowment for International Peace, afirmou que, embora os casos de violência política nos Estados Unidos ainda sejam raros em comparação com outros países, o aumento nas ameaças torna a possibilidade de violência cada vez mais “credível”.
