Mpox: São Paulo Registra Mais de 300 Casos; Saiba Como se Proteger

Os casos de mpox, anteriormente conhecida como varíola do macaco, continuam a crescer no estado de São Paulo, gerando preocupações entre autoridades de saúde. Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), desde o início de 2024, já foram confirmados 315 casos da doença no estado. Este aumento significativo representa um crescimento de 257% no número de casos em comparação ao mesmo período em 2023.

O aumento alarmante dos casos em São Paulo reflete uma tendência nacional, com o Ministério da Saúde contabilizando 709 casos de mpox em todo o Brasil até o momento. A gravidade da situação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar a mpox como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) na semana passada, devido ao aumento dos casos na República Democrática do Congo e o risco de maior disseminação global.

Resposta do Brasil à Emergência Internacional

Em resposta à declaração da OMS, o Brasil rapidamente instituiu o Centro de Operações de Emergências (COE) para a mpox. Segundo comunicado oficial do Ministério da Saúde, o COE foi criado para facilitar a análise de dados e informações, coordenando as ações de resposta à crise epidemiológica em todo o país.

O que é a mpox?

Mpox é uma infecção viral que pode afetar tanto humanos quanto animais. O vírus responsável pertence à família dos ortopoxvírus e é transmitido através de contato próximo com lesões de pessoas infectadas, superfícies contaminadas, fluidos corporais ou gotículas respiratórias. Embora a doença apresente sintomas semelhantes aos da varíola, como febre, dor de cabeça, dores musculares, e erupções cutâneas, a mpox é considerada menos grave. Ainda assim, pode causar complicações, especialmente em indivíduos com o sistema imunológico comprometido.

Sintomas e Prevenção

O período de incubação da mpox varia de 6 a 13 dias, podendo chegar a até 21 dias. Os primeiros sinais da doença incluem febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, inchaço dos linfonodos, calafrios e exaustão. Após 1 a 3 dias do início da febre, surgem erupções cutâneas, geralmente no rosto, que se espalham pelo corpo. As erupções evoluem de manchas para pústulas, até formarem crostas que eventualmente caem.

A doença costuma durar entre 2 a 4 semanas. Embora a mpox seja menos letal que a varíola, é fundamental adotar medidas preventivas para evitar a disseminação do vírus. As principais recomendações incluem evitar contato próximo com pessoas infectadas, desinfetar superfícies, e adotar práticas de higiene, como lavar as mãos frequentemente e usar máscaras em locais de risco.

Com o avanço dos casos, é crucial que a população esteja atenta aos sintomas e siga as orientações das autoridades de saúde para prevenir a propagação da mpox.

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