Venezuela Repudia Declarações Golpistas do Governo dos Estados Unidos

O Governo da Venezuela repudiou nesta segunda-feira as declarações do Departamento de Estado dos Estados Unidos, afirmando que estas evidenciam uma tentativa de golpe de Estado e desconhecem a vontade do povo venezuelano, que reelegeu o presidente Nicolás Maduro nas eleições de 28 de julho. A informação foi divulgada em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, reproduzido pela Telesur.

“É inaudito que um Governo que reiteradamente desconheceu os processos eleitorais venezuelanos nos últimos 20 anos, que esteve comprometido com todas as tentativas de desestabilização, magnicídio, invasões e derrubadas postas em prática contra o povo venezuelano, e que recebeu e amparou os principais dirigentes e executores de conspirações, atos terroristas e violência, pretenda impor na Venezuela um novo Governo fantoche, à imagem e semelhança da sua fracassada estratégia de 2019”, destacou o comunicado.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que tanto os EUA quanto a ultradireita venezuelana têm a derrota pintada na testa, com sua estratégia Guaidó 2.0. A referência é uma resposta à declaração do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que na semana passada afirmou que “dada a esmagadora evidência (…) Edmundo González Urrutia obteve o maior número de votos”.

O comunicado denuncia ainda que a administração atual dos EUA fez pactos com grupos do crime organizado presentes no Chile, Peru e EUA, “vinculados ao extinto Tren de Aragua e ao Tren del Llano, com o objetivo de aterrorizar a população mediante perseguição, intimidação e morte”.

O Governo venezuelano alerta que os EUA buscam pressionar governos da região para promover uma mudança no resultado eleitoral, baseando-se em informações construídas pela Agência Central de Inteligência (CIA) e magnatas de empresas de tecnologia e comunicação.

“A Venezuela é um país soberano, com instituições sólidas que são as únicas que têm a legitimidade para decidir os assuntos que concernem ao seu povo sem nenhum tipo de ingerência estrangeira”, sublinha o documento, concluindo que o país sul-americano “não é colônia de ninguém”.

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